Deputado(a) Estadual | Minas Gerais80.000Minas Gerais
BILHÕES DE LUCRO, CUSTOS PARA O POVO. QUEM FICA COM A RIQUEZA?
O setor da exploração da mineração faturou R$ 57,6 bilhões no estado de Minas Gerais entre janeiro e junho de 2026 e o minério de ferro continua sendo o principal produto da mineração brasileira.
A UP nessas eleições apresenta uma candidatura coletiva contra as mineradoras, com a Iris para Deputada Estadual. Questionamos a suposta “vocação mineral” e defendemos o direito de cada território decidir sobre seu presente e seu futuro. Minas Gerais tem sua história marcada pela espoliação violenta do setor mineral e a riqueza extraída do estado tem gerado conflitos, destruição ambiental, pobreza e violações de direitos.
A mineração não é o caminho único do estado e as reparações dos crimes minerários deve vir acompanhada do rompimento desta cadeia exploração. Reparar crimes socioambientais não pode significar produzir consenso com as mineradoras nos territórios.
NOSSAS PROPOSTAS:
• Reestatização e controle popular da mineradora Vale e nacionalização dos direitos de exploração mineral.
• Territórios livres de mineração e direito das comunidades de decidir sobre seus territórios e Controle popular das reservas estratégicas de lítio e terras raras, garantindo soberania sobre esses recursos e participação direta nas decisões sobre sua exploração.
• Justiça tributária e participação popular direta na aplicação dos recursos da CFEM nos municípios e revogação imediata da Lei Kandir, para mineradora pagar imposto.
• Reformas urbana e agrária, com programas habitacionais de moradia digna em cidades mineradas, agricultura familiar, agroecologia e soberania alimentar.
• Diversificação e planificação econômica para superar a minério – dependência e Reparação com participação popular, enfrentando danos continuados e causas estruturais desse modelo mineral.
Conheça quem integra a nossa candidatura coletiva:
Iris
Iris Raquel é mulher trabalhadora e estudante, natural da região dos Inconfidentes em Minas Gerais. Tem 24 anos, é Pedagoga e cuidadora profissional de crianças. Capoeirista, acredita na força dos territórios, da coletividade e no respeito à ancestralidade para trilhar o seu caminho. No ensino médio, se organizou nas lutas e debates de grêmios estudantis. Atualmente, se organiza em defesa da existência, liberdade e soberania dos territórios quilombolas e de povos tradicionais da região e de Minas Gerais. É militante do Coletivo Cacique Merong na luta contra as mineradoras e militante da Unidade Popular pelo Socialismo.
Bernardo
Bernardo é homem trans, parte da comunidade LGBTIA+. É militante da unidade popular, estudante de Licenciatura em Geografia, muito engajado na luta contra a mineração no território de Poços de Caldas. Compõe a luta da juventude, participando das ações do Movimento Correnteza, da União da Juventude Rebelião, das brigadas do Jornal A Verdade, além das ações e debates na cidade em relação à mineração de Terras Raras.
Vandeco
Vandeco construiu sua trajetória sobre os alicerces do trabalho duro, da disciplina e da dedicação precoce. Sua história profissional começou oficialmente aos 16 anos e 7 meses, quando assinou sua primeira carteira de trabalho no chão de fábrica de uma indústria de escapamentos automotivos. Ali, ainda muito jovem, aprendeu a dinâmica da produção industrial, a pontualidade e o valor do ofício feito com precisão.
Aos vinte anos, deu mais um passo importante ao ingressar no setor de transformação de borracha e remoldagem de pneus. Essa experiência consolidou sua familiaridade com ambientes fabris dinâmicos, exigindo resistência, atenção aos detalhes e compromisso rigoroso com a segurança operacional.
Foi na mineração, no entanto, que Vandeco concentrou grande parte da sua carreira. No universo da extração mineral, atuou como operador de máquinas pesadas, coordenando etapas logísticas para o transporte de cargas de grande porte.
Com o seu histórico técnico, Vandeco conheceu de perto os danos da exploração mineral e hoje constroi a chapa coletiva Contra as Mineradoras.