Manifesto de trabalhadoras e trabalhadores, negras e negros, mulheres, LGBTs, pobres, intelectuais, artistas, lutadoras e lutadores sociais das periferias em apoio a uma Pré-Candidatura Popular de esquerda à Prefeitura de BH e por uma cidade onde nossos direitos sejam respeitados
A cidade de Belo Horizonte foi construída com a expulsão dos trabalhadores, das camadas mais pobres em sua maioria negra, que moravam nas áreas onde está hoje o hipercentro. Estima-se que o Curral Del Rey, vilarejo onde foi fundada a cidade, no século XIX, era habitado por 83% trabalhadores negros. (Historiadora Josemeire Pereira, 2018).
Para a construção da nova capital, a favela do Leitão e o alto da Estação foram despejadas do Centro. Desse modo, Maria Papuda e seu rancho foram expulsos para a construção do Palácio da “Liberdade”. Foram expulsos por uma elite Republicana, rica, racista e eugenista, que se impôs com a força violenta do Estado e do dinheiro, e que empurrou nosso povo trabalhador, negro e pobre para morar cada vez mais longe.
Somente a partir da década de 1990, com gestões populares na prefeitura é que se inicia um processo de reconhecimento dessa realidade, abrem-se novos olhares sobre a cidade, com a adoção de uma política progressista. Mesmo assim as elites mantiveram o controle da cidade e no decorrer dos anos impuseram vários retrocessos, tornando cada dia mais a prefeitura antipopular e antidemocrática. Nas gestões de Márcio Lacerda a política de habitação do município entrou em colapso e serviu para excluir ainda mais os pobres e trabalhadores. Levou BH a ter um dos maiores déficits habitacionais do país. As áreas de risco se multiplicam novamente e nos períodos de chuvas mais intensas como as desse ano, um verdadeiro caos se instalou levando centenas de famílias a perderem tudo, causando mais de uma dezena de mortes, segundo dados da Defesa Civil de MG.
Assim, fizeram da lógica de cidade elitizada e voltada para os interesses do capital uma prática, reforçando a especulação imobiliária, a privatização de espaços públicos, a implementação de um transporte coletivo caro e ineficiente e que exclui milhões do direito de ir e vir. Uma cidade em que famílias bilionárias administram o sistema agindo para impedir a modernização e a expansão do metrô, mantendo o monopólio de empresas. Colocam seus interesses econômicos acima das necessidades de milhões de trabalhadores. Só um governo popular será capaz de mudar essa difícil situação.
A Saúde e a Educação vêm sofrendo ataques permanentes em todo o Brasil (com raras exceções), por quem quer transformar em mercadoria nossos direitos essenciais. Desenvolvem uma política de sucateamento, com o objetivo de reforçar o discurso de que só é bom o que é privado, com isso a maioria dos trabalhadores tem o acesso aos direitos elementares de saúde e educação negados. A defesa do SUS e da educação básica é fundamental. Esse discurso também acontece em Belo Horizonte, onde os investimentos nos serviços públicos não aumentam suficientemente para resolver o problema e consequentemente as filas para consultas especializadas nunca foram zeradas. A qualidade das UPAs e das escolas não melhora e nosso povo e nossos filhos seguem sofrendo. Por outro lado, os profissionais dessas áreas resistem às precárias condições de trabalho.
Apesar dos ataques aos nossos direitos e da violência urbana crescente, resistimos! Dezenas de favelas resistiram, quilombos permaneceram de pé, ocupações urbanas deram origem a diversos bairros, o povo pobre se impõe e mais de 70% da cidade segue sendo construída pelas mãos calejadas dos excluídos. Lutas continuam sendo travadas e vencidas pelo povo pobre: Corumbiara, Ubirajara, Dandara, Helena Greco, Camilo Torres, Irmã Dorothy, Eliana Silva, Nelson Mandela, Izidora, Paulo Freire! São mais de 100 mil moradores e moradoras nas ocupações. Sem estrutura e enfrentando a repressão, as ocupações construíram muito mais moradias nos últimos 25 anos do que a prefeitura de BH. Exemplos importantes surgiram, construímos Creches comunitárias, abrimos e calçamos ruas, fizemos sistemas de esgoto alternativos, preservamos matas e nascentes, inciamos a construção de parques, limpamos e reformamos praças, construímos lixeiras onde não há coleta de lixo, alfabetizamos jovens e adultos, organizamos hortas comunitárias, criamos a primeira casa de referência da mulher vítima de violência da América Latina (a Tina Martins), conquistamos o meio-passe estudantil, produzimos arte com teatro e cinema realizados pelas nossas próprias mãos. Durante a pandemia temos conseguido evitar a fome de milhares de famílias das comunidades, fortalecemos a economia solidária entre os moradores e moradoras das periferias, nos últimos anos, inserimos nossos jovens em projetos comunitários e de formação no dia a dia das comunidades, participamos ativamente das conferências municipais, ajudamos a construir e aprovar o novo Plano Diretor de BH, construímos mais de 20 mil moradias, vencemos pela teimosia e união do povo. São experiências coletivas que vão superando a burocracia imposta pelo descaso do poder público e dos ataques do fascismo. Portanto, não ficamos criticando sem apresentar soluções, trabalhamos para modificar essa realidade todos os dias. O que nos credencia a disputar eleições e ir além, acumular forças para, nas lutas sociais, construir o poder popular.
Nos últimos anos começou-se a retomar o Centro com as ocupações Luiz Estrela, que apoiamos desde primeira hora, estamos a frente da Ocupação Carolina Maria de Jesus, da Casa Tina Martins, apoiamos as ocupações Zezeu Ribeiro, Vicentão e todas as lutas pelo direito à cidade. O Centro ainda continua a ser retomado com o carnaval de rua, pela juventude com os duelos de Mc’s e com as jornadas de luta!
Mesmo assim, as elites tentam nos silenciar, nos invisibilizar, para servirmos apenas como mão de obra barata. Os frutos desse trabalho e dessa cidade nunca nos foram garantidos, os ricos tiram todos os dias nossos direitos, pisam na nossa dignidade, sufocam a nossa liberdade, nos discriminam e boa parte de nós segue desempregada.
Somos motoristas de transportes urbanos, taxistas, professores, donas de casas, servidores públicos, urbanistas, empregadas domésticas, acadêmicos, pesquisadores, boys dos escritórios, estagiários, arquitetos, estudantes das escolas públicas, entregadores e motoristas de aplicativos, lavadores de carros, cozinheiros, cabeleireiras, pedreiros, vendedores nas lojas, ambulantes, trabalhadores em todo tipo de informalidade, serventes, caixas de supermercados, enfermeiras, entre outros. Exercemos as mais diversas atividades econômicas e somos criativos em todos os campos. Sim, porque para sobreviver nesse sistema de injustiças e crueldade, é preciso resistir, sonhar e lutar sempre!
Nossa pré-candidatura tem como prioridade fortalecer a luta contra o fascismo em nível federal, estadual e municipal. Hoje a maioria dos governos estão a serviço dos banqueiros e militares, genocidas, que provocaram mais de 103 mil mortes de brasileiros, em maioria negros e pobres, são governos que existem para massacrar a classe trabalhadora e o povo.
Nesta mesma pandemia, a postura da prefeitura tem sido diferente do Governo Federal, se apoia em pessoas de ciência que têm compromisso no combate ao Coronavírus. No entanto, não foram garantidas questões essenciais aplicadas mundo afora, como a condição de fazer testes em massa e condições reais de fazer quarentena que acabou virando um privilégio e não exercida pela maioria da população. Acharam que distribuindo cestas básicas, resolveriam o nosso problema. Esqueceram que um programa municipal que complementasse a renda das pessoas mais pobres deveria ter sido feito, que o álcool em gel deveria ser distribuído, que deveriam ter mais ônibus e que deveriam ter sido adaptados, que os micro e pequenos empresários precisam de ajuda e não os grandes. E esses grandes empresários que vencem a batalha e impõem a cidade voltar, defendem que trabalhemos, mas eles permanecem em suas mansões e condomínios fechados, dão ordens que nos expõem ainda mais ao perigo do vírus e da morte.
Pensamos e lutamos por uma cidade verdadeiramente democrática, humana, digna para seus habitantes. Já ocupamos com luta a prefeitura, a Câmara Municipal, a Assembleia Legislativa. Ocupamos por moradia digna, por reforma urbana, por educação, por trabalho e renda e pelo direito à cidade. Agora nossa jornada é ocupar os espaços políticos. E neles fazer o que se deve: romper as amarras de um poder que privilegia uma cidade para os ricos que são a imensa minoria.
Quando lutamos e exigimos nossos direitos, além da repressão, ainda têm os que nos chamam de radicais. Ou seja, querem que nós suportemos essa situação calados, de modo a aceitar o jogo bruto de pedir por favor aos políticos de carreira, muitos dos quais ligados a famílias ricas ou meros representantes dos interesses de empresários, especuladores e capitalistas selvagens, que somente querem nossos votos nas eleições. É necessário avançar, ocupar a política com mandatos populares que aumentem a representação progressista e de esquerda em BH. Estamos abertos ao diálogo por uma construção de uma unidade que derrote os fascistas e a direita conservadora, neoliberal e reacionária, que fortaleça a diversidade, combata toda espécie de preconceito, discriminação e que avance ainda mais as experiências transformadoras, expressando as lutas originadas das ruas e das periferias.
Inspirados na resistência histórica, na força do nosso próprio povo belo-horizontino, nós que construímos e mantemos essa cidade, resolvemos expressar que nós existimos! E cansados de apenas resistir, resolvemos ter partido, construímos a Unidade Popular – UP, decidimos disputar o poder das mais variadas formas, dentre elas, lançando uma pré-candidatura popular à prefeitura, com Leonardo Péricles e Indira Xavier. Uma chapa negra, da periferia, e do povo, para quebrar essa estrutura secular de cidade racista e romper com os privilégios da minoria mais rica que oprime!
Lucilene Beatriz Monteiro – Liderança da Ocupação Eliana Silva
Rosita Kênia Pereira – Liderança da Ocupação Eliana Silva
Viviane Mercês Pereira Medina – Liderança da Ocupação Eliana Silva
Alexandra Santos de Assis – Liderança da Ocupação Paulo Freire
Deuzira Alves Mendes – Liderança da Ocupação Paulo Freire
Juliana Silva dos Santos – Liderança da Ocupação Paulo Freire
Poliana Souza – Pré-candidata a vereadora pela UP, Ocupação Eliana Silva, mãe, educadora popular e MLB
Edna Gonçalves Souza – Pré-candidata a vereadora pela UP, Coordenação da Ocupação Esperança/Izidora
Luiz Lacerda – Coordenação da Ocupação Esperança
Rose Freitas – Coordenação da Ocupação Esperança
José Honório de Oliveira (Seu Zezinho) – Coordenação Ocupação Esperança
Adelmo Teixeira – Coordenação da Ocupação Esperança
Maria Conceição dos Santos (Zoca) – Liderança comunitária do Bairro Zilá Spósito
Josemar das Dores Coelho – Liderança da Ocupação Helena Greco – Zilá Spósito
Nicoly Alexsandra Coelho Lima – Coordenadora da Ocupação Helena greco
Cristiane da Conceição Pereira Venâncio – Ocupação Helena Greco
Suely Moreira Dias – Liderança do Conjunto Reserva – Bairro Jaqueline
Marlene Alves de Matos – Liderança do Conjunto Ubirajara – Bairro Zilá Spósito
Paula Fonseca – Liderança da Ocupação Vitória da região da Izidora
Charlene Cristiane – Coordenadora da ocupação Rosa Leão, Izidora
Luh de Paula – Coordenadora da ocupação Vitória / Izidora
Ana Maria Pereira de Souza – Coordenação da Ocupação Vitória na Izidora e mulher negra
Amarildo Robson Pereira – Coordenação da Ocupação Olaria – Barreiro
Regina Maria Eleutério – Coordenação da Ocupação Olaria – Barreiro
Ione Maria de Oliveira – Liderança da Comunidade Quilombola de Mangueiras – Bairro Ribeiro de Abreu, Enfermeira, Rezadeira, Benzedeira, Rainha da Guarda de Congo Estrela do Oriente
Deivison J. S. Cunha – Liderança da Ocupação Camilo Torres
Rogério de Souza Marques – Liderança da Ocupação Horta
Milca Queiroz Prates – Liderança da Ocupação Nelson Mandela
Cristiano Pereira de Oliveira – Ocupação Barreirinho
Mariele Rodrigues Estevao – Ocupação Barreirinho
Andreia Lemes de Freitas – Ocupação Camilo Torres
Luccas Bax – Ocupação Camilo Torres, idealizador do Movimento Marsha ( LGBTQI+) e estudante do Senai
Juliano dos Santos – Pré-candidato a Vereador pela UP, liderança do Bairro Copacabana
Eduardo Almeida – Pré-candidato a vereador pela UP, Morador do Barreiro
Andrea de Oliveira – Ocupação Maria Guerreira
Eliane Gil de Oliveira – Ocupação Maria Guerreira
Márcia Helena de Oliveira – Ocupação Maria Guerreira
Graziele Cristina Queiroz – Ocupação Nelson Mandela
José Alexandre Leite Rocha – Ocupação Nelson Mandela
Vanusa Figueiredo – Ocupação Nelson Mandela
Alexya Vitória de Assis Caetano – Ocupação Paulo freire, MC
Isaque Augusto de Assis – Ocupação Paulo Freire, MC
Paulo Henrique Martins Ventura – Comissão de moradores da Serra
Romney Batista – Comissão de Moradores da Vila São Jorge
Alvaro Augusto Zulu – Comissão de Moradores Vila da Antena Núbia Ribeiro – Presidente do CMAR – Vila Almeida
Edson Pereira – Coordenador do CMAR – Vila da Luz
Matheus Ramos – Assistente social do CMAR- Vila José Eliane Pereira – Vice-Presidente do CMAR – Vila Maria
Gustavo Ramos – Psicólogo do CMAR – Vila Costodinha
Maria Amelia – Secretária do CMAR – Vila Maraca
Cecília Pederzoli – Zilá Spósito, Fotógrafa
Maura Rodrigues Estevao – Coordenadora Nacional do MLB, Diretora de articulação institucional e projetos do Instituto Carolina Maria de Jesus
Indira Xavier – Coordenadora Nacional do Movimento de Mulheres Olga Benário
Vanessa Beco – Ativista sociocultural, atuante nas garantias de direitos. Idealizadora do projeto MULHER DE FAVELA
Diva Moreira – Cientista Política e Pesquisadora da Temática Racial
Isabela Sturzenecker – Bloco Clandestinas/Coordenadora da Casa de Referência da Mulheres Tina Martins
Sergio Leôncio – Diretor do SINDIMETRO-MG e Fundador do Sindicato
Nivea Sabino – Educadora Social, Poeta-slammer, Fórum das Juventudes da Grande BH
Pastor Ariovaldo Ramos – Fundador da Frente Nacional de Evangélicos Pelo Estado De Direito
Frei Gilvander Luis Moreira – Membro da Comissão Pastoral da Terra – CPT
Sissy Kelly – Representante LGBT de rua
Braz Teixeira da Cruz – Ex-preso político da Ditadura Militar e ex-metalúrgico
Elson Violante – Membro da ABMMD (Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia), Auditoria Cidadã da Dívida e da Unidade Popular – UP.
Diony Gallegos Sanz – Instituto Cultural Latino-americano de Estudos e Pesquisa – Casa Latina do Brasil
Nilceia Moraleida Bernardes – Professora e Cientista Política aposentada da UFMG
Maxwell Vilela – Fotógrafo
Cristiane R Andrade – Artista, pesquisadora e bacharel em Relações Internacionais
Samora N’zinga – Produtor Cultural
Fernando Alves – Jornalista e coordenador do CCML
Luiz Bernardes – Jornalista e Economista
Luiz Marcos Gomes – Jornalista
Rodrigo Cayres – Bairro São Gabriel e Presidente Estadual UP MG
Mariana Fernandes – Presidenta Municipal da UP em BH Pastor Luca Santos – Igreja Pentecostal Visão de Águia
Pastor Juliano Barbosa – Comunidade Batista Atos
Pastor Mario Amaral – Comunidade cristã Espaço Vida
Pastor Rodrigo Teixeira Lins – Comunidade Evangélica da Unidade em Cristo
Roberto Auad – Advogado, ex-presidente do Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP) e ex-presidente do Sindicato dos Advogados de Minas Gerais (SINAD MG)
Nana Oliveira – Advogada Popular
Eloisa Aquino – Advogada e Diretora do Instituto Celso Aquino pelos Direitos Fundamentais
Junia Ferrari – Professora universitária e urbanista
Marcela Silviano Brandão Lopes – Professora adjunta da Escola de Arquitetura da UFMG
Tiago Castelo Branco Lourenço – Associação Arquitetas Sem Fronteira Brasil e do Projeto Unscorre da Escola de Arquitetura da UFMG
Rodolpho Ramos Batista – Membro da Torcida Resistência Alvinegra
Gabriel Lopo – Pré-candidato a vereador pela UP, estudante de jornalismo da UFMG
Marcelo Pereira Queiroz – União da Juventude Rebelião
Thais Mátia – Vice presidente da UNE em Minas Gerais
Arthur Quadras – Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico
Rafael Morais – Diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)
Luiz Henrique Fonseca Ramos – Secretário Geral da UEE-MG
Sávio Peres – Diretório Central dos Estudantes da UFMG
Partido Comunista Revolucionário (PCR)
Jobert Jobão – Pré-candidato à Prefeitura de Nova Lima pera UP, Eletricitário e Sindicalista
Alda Lucia – Pré-Candidata a Vereadora em BH pela UP e metroviária
Geraldo Neres – Pré-candidato a vereador pela UP, Presidente licenciado da ASSEPEMGS
Pedro Vieira – Diretor do SINDIMETRO-MG
Renato Campos – Coordenação Nacional do Movimento Luta de Classes e Assessor da ASSEPEMGS
Daniel Glória – Diretor do SINDIMETRO-MG
Romeu Machado – Diretor do SINDIMETRO-MG
Robson Zeferino – Diretor do SINDIMETRO-MG e da FENAMETRO
Mauricio Vieira Gomes da Silva – Diretor do SINDIFES e do DIEESE MG
Geralda Lemos dos Santos – Empregada doméstica
Rafaela Dias Lopes – Engenheira Civil
Lucas de Souza Barros – Entregador de aplicativo
Vanessa Barbosa Muniz – Entregadora de Aplicativo
Rejane Aires de Sá Correa – Coordenadora do Comitê de Solidariedade e Cidadania dos Funcionários do Banco do Brasil
Felipe Canêdo – Jornalista e cineasta
José Santil – Lavador e Guardador de Carro em BH
Gustavo Torres – Professor
André Henrique de Carvalho – Professor da Rede Estadual de Ensino
André Lucas Magalhães dos Santos Silva – Professor da Rede Estadual de Ensino
Emmanuel Almada – Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais
Fábio Chagas – Professor Universitário, doutor em história
Daniela Muradas Antunes – Professora da Faculdade de Direito da UFMG
Priscila Naiara Lopes Gomes – Professora da Rede Particular de Ensino de BH e pedagoga
Edima Siqueira Dos Santos Cristo – Servente de limpeza no Prodemge
Marcos Filipe Silva – Servidor Público, assistente social